Controle de ansiedade e disciplina para provas, exames e estudos.

'É tanta coisa para estudar... por onde começar?" - Baixando a ansiedade.

“É tanta coisa para estudar… por onde começar?” – Mantendo o controle.

A todo momento de nossa vida nós somos testados. De maneira leve ou desgastante, estamos sempre resolvendo problemas e colocando nossos conhecimentos e habilidades em prática.

Mas alguns testes são mais marcantes do que outros; algumas provas exigem mais que outras. Nestes casos, além do

O vestibular está associado a inúmeros fatores que geram sintomas de ansiedade.

O vestibular está associado a inúmeros fatores que geram sintomas de ansiedade.

conhecimento, outros atributos também são cobrados, como determinação, comprometimento, disciplina e autocontrole.

Para muitas pessoas, o vestibular é a primeira maior prova que os indivíduos de nossa sociedade devem passar; um verdadeiro rito moderno. Não só pela densa exigência de conhecimentos, mas também pelo significado social que ele tem, o grande conjunto de expectativas que são associados a eles, o grau de sacrifício físico e emocional necessário e a assustadora aura que existe nos casos de quem não desempenha ou faz a escolha errada.

 

O vestibular e demais concursos, de maneira geral, possuem 2 características fundamentais:

  1.    Exigem um excelente rendimento cognitivo do aluno
  2.    Estão relacionados, de maneira direta e indireta, a muitos fatores psicológicos, principalmente a ansiedade

 

Pensando nesses dois pontos de base, que se relacionam profundamente, tenho desenvolvido um trabalho visando fortalecer a disciplina e rotina de estudos, tornando-a mais eficiente e agradável, aliando técnicas e treinamentos para controle e manejo da ansiedade de desempenho.

 

O autoconhecimento e autocontrole são fundamentais.

O autoconhecimento e autocontrole são fundamentais.

O processo tem como principais propostas:

  •       Elaborar uma rotina de estudos que evite a fadiga e aumente o rendimento e aprendizado
  •       Descobrir como a ansiedade atrapalha a produtividade e construir, junto com o estudante, estratégias de defesa frente as situações ansiogênicaspanico
  •       Habilitar o estudante a identificar e a evitar os fatores desencadeantes da ansiedade durante o período de preparação para o vestibular
  •       Criar maneiras de acompanhar e monitorar o bom desempenho do estudante ao longo da sua preparação para o vestibular
  •       Aumentar a motivação e determinação do estudante para executar suas atividades

 

Há a possibilidade de se trabalhar apenas um ou duas das propostas acima, de maneira pontual, ou também com questões semelhantes que envolvam dificuldades por causa da ansiedade e falta de disciplina e foco.

 

Como funciona?

O processo geralmente acontece em encontros semanais (dependendo do caso e interesse, podem acontecer até 2 encontros por semana), com aproximadamente 50 minutos de duração.

 

O interessado entra em contato comigo (por telefone 41-9600-4058, por e-mail raelpsicologo@gmail.com ou pela página de contato), e é feito o agendamento do horário. No primeiro encontro, há uma conversa preliminar sobre os objetivos e expectativas do cliente.

Não há um número definido de encontros. O processo pode ser direcionado para:

  •       Questões pontuais (geralmente entre 4 e 6 encontros), visando trabalhar com os pontos específicos
  •       Processo de acompanhamento, que pode iniciar com encontros semanais e, posteriormente, passar para encontros quinzenais ou mensais, visando a manutenção e monitoramento dos resultados positivos

ciclo do sucesso

Definidos os objetivos do processo, são elaboradas estratégias que melhor se adequam ao estudante. Fazendo uso da criatividade e técnicas da psicologia, o processo será sempre revisto e monitorado, a fim de se verificar a eficiência e possíveis correções que devem ser feitas.

 

Inúmeros são os casos em que os prejuízos da ansiedade de desempenho estragam meses de preparação. Frequentemente ouvimos alguém relatara que teve um “branco” durante a prova. Situações em que o descontrole da ansiedade pode ser tão grande a ponto da pessoa, que estudou e sabe a matéria, manifestar sintomas somáticos extremos, como tremores, sudorese, taquicardias e até desmaios, e ter um péssimo resultado na prova.

 

Estudar as matérias e saber resolver as perguntas são habilidades fundamentais. Mas lidar de maneira saudável com a ansiedade é igualmente importante. E pode ser algo decisivo quando meses, mesmo anos, de estudos são postos a prova.

 

Caso queira conhecer um pouco mais sobre meu trabalho ou esclarecer dúvidas ligue para 41-9600-4058, envie um e-mail para raelpsicologo@gmail.com ou acesse a página de contato.

 

Um grande abraço!

Rael

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Um pouco sobre terapia breve…

psychoteraphy cartoon A terapia, ou psicoterapia, breve é indicado para pessoa que, por suas próprias questões (dias atarefados e corridos, viagens, fatores econômicos), querem e precisam lidar com suas dificuldades e problemas de maneira mais objetiva.   Geralmente, a psicoterapia breve, como seu próprio nome diz, é mais breve e leva um tempo muito menor para se finalizar, diferente de outros formatos de terapias e psicoterapias.

after all years of therapy

“Depois de anos de terapia, eu finalmente estou feliz! Infelizmente, também estou quebrada de dinheiro.” A pergunta é: o que você espera do seu processo de mudança?

Muito fatores estão intimamente relacionados com o “perfil” do cliente para terapia breve. Não é um procedimento muito indicado para transtornos psicológicos em estado grave, ou com inúmeras comorbidades. Também pessoas que consideram seus problemas de uma forma mais ampla, abrangente, e esperam do processo psicoterápico uma compreensão melhor de si mesmo e do mundo, não farão muito proveito deste formato de trabalho.

Ter consciências nas nossas dificuldades e qualidades é fundamental para definirmos nosso plano de mudança.

Ter consciências nas nossas dificuldades e qualidades é fundamental para definirmos nosso plano de mudança.

Já se a pessoa reconhece de maneira mais objetiva e pontual suas dificuldades e problemas que quer resolver, existem grandes chances de ela alcançar a mudança que deseja  por meio da terapia breve.   Algumas situações mais comuns:

  • Momento de crise no namoro ou casamento
  • Necessidade de se adaptar a uma nova situação no trabalho (lidar com o novo chefe, adaptar-se a uma nova equipe)angry boss
  • Dificuldades em falar em público ou platéia, com o risco de se descontrolar e perder uma grande oportunidade
  • Tipos de fobias específicas (de animais, ambientes, situações, sangue, injeções e outros).arachnophobia
  • Situações que devem ser mudadas e que não exigem uma análise profunda, completa e demorada do funcionamento psíquico do cliente.

Em breve estarei postando mais detalhes sobre o funcionamento da terapia breve.   Um grande abraço! Rael Dill de Mello

Workshop – Controlando a ansiedade no vestibular

Workshop oferecido a alunos de pré-vestibular, visando o controle da ansiedade para melhor rendimento durante as provas.

workshop controlando a ansiedade no vestibular

O quê?

Vivência para alunos que querem melhorar o seu desempenho no vestibular, lidando melhor e controlando sua ansiedade durante a prova. A intervenção acontece por meio de breves exposições sobre o funcionamento mental e os mecanismos de ansiedade e atividades de treinamento e adaptação em situações ansiogênicas.

Quem?

Público: alunos que farão vestibular e querem um bom desempenho nas provas.

Grupos de 8 – 10 participantes

Quando?

Dias: vários

Horários: 9h~11h; 14h~16h; 17h~19h

Onde?

Centro de Curitiba.

Quanto?

R$ 50,00 por pessoa.

 

Palestra – Ansiedade e compulsão alimentar

Palestra ministrada em Novembro de 2013

ansiedade e compulsao alimentar

Um vídeo muito bacana do grande Dr. Hewdy Lobo Ribeiro, onde ele fala sobre o transtorno de compulsão alimentar periódica:

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Abaixo um pequeno teste que pode lhe ajudar a descobrir se você come ou não compulsivamente (este teste não tem validade diagnóstica nem médica):

1. Como são feitas minhas refeições:
a
. Eu faço três refeições ao dia com apenas lanchinhos entre as refeições;
b. Quando eu faço lanches pesados tenho o hábito de pular as refeições regulares;
c. Há períodos regulares em que parece que estou continuamente comendo, sem refeições planejadas.

2. Quando eu como:
a
. Normalmente quando como é porque estou fisicamente com fome;
b. De vez em quando como alguma coisa por impulso, mesmo quando não estou realmente com fome;
c. Eu tenho o hábito regular de comer alimentos por impulso para satisfazer uma sensação de fome, mesmo que fisicamente eu não necessite de comida.

3. Como eu como:
a
. Eu não tenho nenhuma dificuldade para comer devagar e de maneira apropriada;
b. Às vezes como rapidamente, sentindo-me desconfortavelmente cheio depois;
c. Eu tenho o hábito de engolir minha comida sem realmente mastigá-la. Quando isso acontece, em geral me sinto desconfortavelmente empanturrado depois.

4. Quanto eu como:
a
. Eu raramente como tanta comida a ponto de me sentir desconfortavelmente empanturrado depois;
b. Normalmente, cerca de uma ou duas vezes por mês, como tal quantidade de comida que acabo me sentindo muito empanturrado;
c. Eu como tanta comida que, regularmente, me sinto bastante desconfortável depois de comer e, algumas vezes, um pouco enjoado.

5. Depois de abusar e comer demais:
a
. Eu não sinto qualquer culpa ou raiva de mim mesmo;
b. De vez em quando me sinto culpado depois de comer demais;
c. Quase o tempo todo sinto muita culpa ou raiva de mim mesmo depois de comer demais.

6. Quando estou de dieta e como um alimento muito calórico ou proibido que não deveria ter consumido:
a. Volto rapidamente e continuo com a dieta sem problemas;
b. Às vezes, sinto como se estivesse estragado tudo e como ainda mais;
c. Eu tenho o hábito regular de começar dietas rigorosas, mas quebro as dietas comendo muito. Minha vida parece “uma festa” ou “um morrer de fome”.

7. Quando me sinto triste, ansiosa ou com algum problema ou dificuldade:
a
. Eu não tenho o hábito de comer quando estou chateado. Raramente tenho esse comportamento;
b. Às vezes, eu como quando estou ansioso ou chateado, mas, frequentemente, sou capaz de me ocupar com outras atividades e afastar minha mente da comida;
c. Eu frequentemente como quando estou chateado. Nada parece me ajudar a parar com esse comportamento.

8. Quando estou perto de outras pessoas:
a
. Eu não me sinto constrangido com o meu peso ou o tamanho do meu corpo;
b. Às vezes, fico constrangido com minha aparência e meu peso, sentindo-me desapontado comigo mesmo;
c. Eu me sinto muito constrangido com meu peso, e, muitas vezes, tenho vergonha e desprezo por mim mesmo. Procuro evitar contatos sociais devido a este constrangimento.

9. Em situações sociais:
a
. Parece que eu como tanto quando estou com os outros, como quando estou sozinho;
b. Às vezes, quando estou com outras pessoas, não como tanto quanto eu quero comer porque me sinto constrangido com meu comportamento alimentar;
c. Frequentemente eu como só uma pequena quantidade de comida quando outros estão presentes, pois me sinto embaraçado com meu comportamento alimentar. Às vezes, escolho horas para comer demais quando sei que ninguém me verá comendo.

10. Meus pensamentos sobre comida:
a
. Eu não penso muito sobre comida;
b. Eu tenho fortes desejos por comida, mas eles só duram curtos períodos de tempo;
c. Há dias em que parece que eu não posso pensar em mais nada a não ser em comida. Sinto como se eu vivesse para comer.

11. Quanto aos meus impulsos por comida:
a
. Normalmente eu consigo parar de comer quando eu quero. Eu sei quando já é suficiente;
b. Às vezes, eu tenho uma compulsão para comer que não posso controlar;
c. Frequentemente tenho fortes impulsos para comer que parece que sou incapaz de controlar.

RespostasMaioria A. Muito bem! Você não apresenta compulsão alimentar e come mais pelo prazer e necessidade do que pela falta de controle. Consegue ter autocontrole e equilíbrio em sua alimentação. Continue atento aos seus hábitos alimentares, planejando sempre o horário, a qualidade e a quantidade das refeições.Maioria B. Fique atento! Preste atenção em seus hábitos alimentares. Verifique se você muda constantemente de dieta; se apresenta longo histórico de excesso de peso; se engorda e emagrece; se come sem fome; se não consegue aderir a um plano nutricional; se auto-sabota; se parece fazer exatamente o oposto do que deveria fazer; se sabe o que fazer, mas não consegue fazer aquilo que sabe que deveria; se come compulsivamente… Pode ser que você tenha compulsão alimentar moderada.Maioria C. Cuidado! Você provavelmente sofre de Compulsão Alimentar Grave. A compulsão alimentar é caracterizada pela ingestão de grande quantidade de comida em curto espaço de tempo, acompanhada por sensação de falta de controle sobre o que e o quanto come. Nos “ataques de comilança” a pessoa come sem fome, por ansiedade, stress, depressão ou qualquer outra emoção, ingerindo o alimento praticamente sem mastigar, muito depressa, e, muitas vezes, às escondidas. Depois, vem o sentimento de culpa e de autodepreciação. Saia desse círculo vicioso! Procure um profissional da área de saúde (psicólogo, nutricionista, endocrinologista ou psiquiatra) e faça uma avaliação. Não desista, há tratamento para isto!

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Um infográfico interessante publicado no G1:

infografico compulsao alimentar

Fonte

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Uma figura ilustrativa:

ciclo compulsao alimentar

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Para descontrair, uma das excelentes crônicas do Luiz Fernando Veríssimo (do livro A Mesa Voadora):

O come e não engorda

Ninguém é mais admirado ou invejado do que o come e não engorda. Você o conhece. É o que come o dobro do que nós comemos e tem metade da circunferência e ainda se queixa:

– Não adianta. Não consigo engordar.

O come e não engorda é meu ídolo. Só não lhe peço autógrafo por inibição. Meu sonho é emagrecer e depois nunca mais engordar, por mais que tente. Quando eu diminuir, quero ser um come e não engorda.

Não se deve confundir o come e não engorda com o enfastiado. Este pertence a outra espécie. Não é humano. Pode até ser melhor do que nós, um aperfeiçoamento, mas não é humano. Afinal, o que une a humanidade é o seu apetite comum. Não é por nada que partilhar da comida com o próximo tem sido um símbolo de concórdia desde as primeiras cavernas. Até hoje as conferências de paz se fazem em volta de uma mesa onde a comida, se não está presente, está implícita. Desconfie do enfastiado. Ele será um agente de outra galáxia ou um poço de perversões, ou as duas coisas. De qualquer maneira, mantenha-o longe das crianças. Quando encontrar alguém na frente de um prato cheio só emparelhando as ervilhas com a ponta da faca, notifique os órgãos de segurança. É um enfastiado e pode ser perigoso. Sempre achei que as pessoas que comem como um passarinho deviam ser caçadas a bodoque. O seu fastio, inclusive, é um escárnio aos que querem comer e não podem.

Já o come e não engorda compartilha do nosso apetite, só não compartilha das conseguências. Ele repete a massa e não tem remorso. Pede mais chantily e sua voz não treme. Molha o pão no café com leite! E ainda se queixa:

– Há 15 anos tenho o mesmo peso.

O come e não engorda só parou de mamar no peito porque proibiram sua mãe de ficar junto no quartel. Quando o come e não engorda nasceu, uma estrela misteriosa apareceu no Guide Michelin de restaurantes para aquele ano. O come e não engorda caminha sobre a sauce bernaise e não afunda. Multiplica os filés de paixe à meunièree os pães de queijo. Por onde o come e não engorda passa, as ovelhas se atiram para trás e pedem “me assa!”. O come e não engorda tem o segredo da Vida e da Morte e, suspeita-se, o telefone da Bruna Lombardi. E ainda se queixa:

– Tenho que tomar quatro milk-shakes entre as refeições. Dieta.

Dieta! E você ali, de olho arregalado.

Confira o livro aqui.