Palestra – Ansiedade no meio acadêmico

Palestra sobre Ansiedade no meio acadêmico, UTFPR.

O meio acadêmico, principalmente no ensino superior, apresenta taxas altíssimas de transtornos mentais. Os estudantes sofrem constantemente com a rotina desgastante de produtividade, a insegurança quanto ao futuro profissional e um mercado de trabalho cada vez mais imprevisível.

Mais do que desenvolver hábitos saudáveis de estudos para um rendimento acadêmico adequado é fundamental discutir sobre as variáveis ambientais e sociais que promovem, de maneira progressiva, o mal-estar na população discente e docente. Isto e muito mais foi discutido nesta palestra, no qual tive a honra de compartilhar a mesa com minha querida amiga e professora Maria Sara de Lima Dias.

A imagem pode conter: 1 pessoa, área interna

 

Pergunta – “Gostaria de saber se é normal chegar nessa época do ano e as coisas começarem a desandar.”

Olá pessoal,

hoje responderei uma pergunta muito frequente na vida da maioria dos vestibulandos.

 

“Oi Rael, eu tenho uma pergunta. Gostaria de saber se é normal chegar nessa época do ano e as coisas começarem a desandar. Começo a ficar com meu emocional muito instável, muitas vezes penso que não vou conseguir passar, e parece que não estou estudando o suficiente.

Enfim, é normal as coisas começarem a ficar caóticas a quando o vestibular vai se aproximando? Parece que é só comigo, parece que todo mundo está indo muito bem e estudando melhor que eu.

Muito obrigada pela ajuda!”

 

Envie sua pergunta clicando aqui.

Curta no facebook Rael Psicólogo

Pergunta: “O que eu faço para melhorar meu rendimento nos estudos?”

“Quando estou estudando perco a atenção facilmente com qualquer coisa e acabo tendo que ler várias vezes para poder entender. O que eu faço para melhorar meu rendimento nos estudos?”

 

Olá!

Muito obrigado por sua pergunta.

 

Existem milhares de formas para se melhorar o rendimento nos estudos, e cada pessoa se adapta a uma forma. Esse é o primeiro passo para se ter um bom rendimento: saber como você funciona melhor. (Eu escrevi um texto sobre as constantes dispersões que costuma assaltar os estudos dos alunos, confira aqui)

A partir disso, um fator importantíssimo também, ou até mesmo fundamental, é a constância no rendimento. É normal, principalmente a medida que a prova se aproxima, que o rendimento comece a oscilar: seguia-se um ritmo de estudos, pensa-se que devemos duplicar ou triplicar esse ritmo (daí o rendimento aumenta), o esgotamento, cansaço e dispersão naturais aparecem (o rendimento cai), e assim um ciclo irregular se instaura.

ponta lapis

Botar no papel: ir além da reflexão sobre nossas atitudes e colocá-las no papel é uma forma muito eficiente de nos tornar consciente do que está indo bem ou não.

Sim, o ritmo tende a aumentar a medida que o vestibular vai ficando mais perto, a pegada ficar mais intensa, porém esse aumento deve ser adequado para o seu funcionamento. Daí retornamos para o começo da conversa: veja o que é melhor para você.

Um sugestão para isso: experimente dividir a forma do teu estudo, isso facilita identificar o que está indo bem ou não.

Por exemplo:

  • Leitura de livros
  • Leitura de revistas
  • Fazer exercícios da apostila
  • Fazer resumo das aulas
  • Assistir aulas

E etc.

 

Depois atribua uma nota (não se preocupe de ela completamente subjetiva) para cada item, respondendo a pergunta: de 1 a 10, como eu avalio o meu rendimento, o quanto eu aprendo, se o cansaço e o desgaste neste item está compensando?

Em seguida, volte sua atenção para os itens que receberam notas mais baixas e explore possibilidades de aumentar seu potencial.

Mais um exemplo:

  • Assistir aula: nota 5 (“Acho que não tenho um rendimento muito bom nas aulas”)
  • Formas que posso assistir as aulas:
    • Não fazendo anotações
    • Fazendo anotações na apostila
    • Fazendo anotações no caderno
    • Escrevendo resumo e fazendo exercícios durante a aula

Isso pode ajudar pois esclarece muitas coisas “óbvias” que usualmente deixamos passar e nem sequer questionamos.

Lembre-se: essa questão da nota é completamente subjetiva mesmo. Se o rendimento não está como se deseja, este tipo de técnicas é praticada com o acompanhamento de um profissional. E assim como está, existem inúmeras outras formas.

Claro que cada um tem uma forma de estudar que lhe é mais eficiente. Mas deixar para esclarecer as dúvidas dias antes da prova é algo que não ajuda ninguém.

Claro que cada um tem uma forma de estudar que lhe é mais eficiente. Mas deixar para esclarecer as dúvidas dias antes da prova é algo que não ajuda ninguém.

 

 

 

 

Fato é que não existe receita, por isso cada um deve descobrir o seu próprio caminho.

Desejo que encontre o seu e siga bem!

 

Um grande abraço e bom aprendizado 🙂

Rael Dill de Mello

 

 

Você também pode enviar sua pergunta anônima, basta clicar aqui.

grupo ansiedade e vestibular

Pergunta – “…estou me sentindo ultrapassado, meu medo é não passar e ir ficando para trás… como resolvo?”

Um aluno pergunta:

“Olá, estou passando por um momento difícil, então fico ansioso para o vestibular. Tenho dificuldade de me concentrar e procrastino muito. Outra coisa que me incomoda é que estou me sentindo ultrapassado, meu medo é não passar e ir ficando para trás… como resolvo isso tudo? Muito Obrigado”

 

Primeiramente, muito grato por compartilhar sua preocupação.

 

Amigo, por “momento difícil” podemos entender várias coisas, dentre elas: se é algum problema pessoal ou se é a proximidade do vestibular por si que está deixando-o ansioso para o vestibular.

Se for alguma situação ou problema de ordem pessoal, peço que encaminhe uma nova pergunta para que exploremos isso melhor.

A principal característica dos pensamentos disfuncionais é que, até desenvolvermos treino suficiente, eles são automáticos e involuntários.

A principal característica dos pensamentos disfuncionais é que, até desenvolvermos treino suficiente, eles são automáticos e involuntários.

Já, se for o fato de que o vestibular está se aproximando e apareceu a sensação de que as coisas começam a desandar, acredito que as palavras a seguir irão ajudar.

É uma tendência natural, a medida que o desafio vai chegando, pensamentos disfuncionais (que só servem para atrapalhar) surgirem.

E me parece que tu relatou um dos piores, que mais amedrontam os alunos: que não vai passar, está ficando para trás, está sendo ultrapassado pelos concorrentes.

A primeira coisa a se pensar é: isso é verdade? Devemos encontrar indicadores objetivos para ver se o pensamento tem sentido ou não:

  • O número de aulas, exercícios resolvidos e tempo de estudo realmente diminuiu?
  • O desempenho nas provas e simulados apontam uma piora?
  • Aconteceu algo que desmotivou ou surgiu uma nova oportunidade na sua vida onde o vestibular já não é mais o objetivo principal deste ano?

 

Responder atentamente as perguntas acima pode esclarecer bastante a situação.

Se, em algumas delas, tu responder “sim”, ótimo: sabemos exatamente o que precisa, e a próxima pergunta é o que fazer para melhorar.

Se todas elas levarem respostas negativas, ótimo também: sabemos que seus pensamentos são puramente pessimistas, irreais e devem ser desconsiderados.

 

Claro que não é fácil, de uma hora para outra, pensar “ah, então está tudo bem” e magicamente os pensamentos negativos vão embora. Mas ter plena consciência de que eles não tem fundamento algum, pode tranquilizar na hora que eles surgirem. Treinar nossa mente para reagir frente a esses sentimentos é algo que precisa de prática: observo isso cotidianamente no meu trabalho.

Uma forma paliativa de você diminuir os prejuízos desses pensamentos seria deixar claro e óbvio de que eles não tem sentido. Como fazer isso? Sugiro algumas formas:

  • Quando estiver estudando e bater esses sentimentos infundados de que tu está ficando para trás e etc, pare o que está escreva o que faz sentido para você, por exemplo:
    • “Estou no caminho certo, fazendo o que posso para atingir meu objetivo”
    • “Não tenho como saber se os outros estão passando na minha frente, por isso pensar nisso não adianta em nada”
    • “Estou fazendo o melhor que posso agora, por isso devo me sentir bem”
  • Qualquer forma de tornar óbvia e explícita a inconsistência desses teus pensamentos disfuncionais te ajudará, por mais simples e supérfluo que isso possa parecer;
  • Se for preciso, converse com alguém (amigo, familiar) e peça para que a pessoa diga essas mensagens;
  • Enfim, encontre maneiras para que tu fique em contato (lendo, ouvindo) com tudo o que diz, claramente: esses pensamentos não ajudam, e tais pensamentos (o que tu acha que motivam) me fazem bem.
Se certas ideias e pensamentos não ajudam, podemos alimentar as que melhoram nossa condição.

Se certas ideias e pensamentos não ajudam, podemos alimentar as que melhoram nossa condição.

 

As respostas mais simples e atitudes pequenas podem fazer grande diferença.

Você trabalhou duro, não há razão para duvidar da sua capacidade!

 

Um grande abraço e energia pra ti,

Rael Dill de Mello

raelpsicologo@gmail.com

 

Você também pode enviar sua pergunta anônima, basta clicar aqui.

grupo ansiedade e vestibular