Pergunta – “Gostaria de saber se é normal chegar nessa época do ano e as coisas começarem a desandar.”

Olá pessoal,

hoje responderei uma pergunta muito frequente na vida da maioria dos vestibulandos.

 

“Oi Rael, eu tenho uma pergunta. Gostaria de saber se é normal chegar nessa época do ano e as coisas começarem a desandar. Começo a ficar com meu emocional muito instável, muitas vezes penso que não vou conseguir passar, e parece que não estou estudando o suficiente.

Enfim, é normal as coisas começarem a ficar caóticas a quando o vestibular vai se aproximando? Parece que é só comigo, parece que todo mundo está indo muito bem e estudando melhor que eu.

Muito obrigada pela ajuda!”

 

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Pergunta: “O que eu faço para melhorar meu rendimento nos estudos?”

“Quando estou estudando perco a atenção facilmente com qualquer coisa e acabo tendo que ler várias vezes para poder entender. O que eu faço para melhorar meu rendimento nos estudos?”

 

Olá!

Muito obrigado por sua pergunta.

 

Existem milhares de formas para se melhorar o rendimento nos estudos, e cada pessoa se adapta a uma forma. Esse é o primeiro passo para se ter um bom rendimento: saber como você funciona melhor. (Eu escrevi um texto sobre as constantes dispersões que costuma assaltar os estudos dos alunos, confira aqui)

A partir disso, um fator importantíssimo também, ou até mesmo fundamental, é a constância no rendimento. É normal, principalmente a medida que a prova se aproxima, que o rendimento comece a oscilar: seguia-se um ritmo de estudos, pensa-se que devemos duplicar ou triplicar esse ritmo (daí o rendimento aumenta), o esgotamento, cansaço e dispersão naturais aparecem (o rendimento cai), e assim um ciclo irregular se instaura.

ponta lapis

Botar no papel: ir além da reflexão sobre nossas atitudes e colocá-las no papel é uma forma muito eficiente de nos tornar consciente do que está indo bem ou não.

Sim, o ritmo tende a aumentar a medida que o vestibular vai ficando mais perto, a pegada ficar mais intensa, porém esse aumento deve ser adequado para o seu funcionamento. Daí retornamos para o começo da conversa: veja o que é melhor para você.

Um sugestão para isso: experimente dividir a forma do teu estudo, isso facilita identificar o que está indo bem ou não.

Por exemplo:

  • Leitura de livros
  • Leitura de revistas
  • Fazer exercícios da apostila
  • Fazer resumo das aulas
  • Assistir aulas

E etc.

 

Depois atribua uma nota (não se preocupe de ela completamente subjetiva) para cada item, respondendo a pergunta: de 1 a 10, como eu avalio o meu rendimento, o quanto eu aprendo, se o cansaço e o desgaste neste item está compensando?

Em seguida, volte sua atenção para os itens que receberam notas mais baixas e explore possibilidades de aumentar seu potencial.

Mais um exemplo:

  • Assistir aula: nota 5 (“Acho que não tenho um rendimento muito bom nas aulas”)
  • Formas que posso assistir as aulas:
    • Não fazendo anotações
    • Fazendo anotações na apostila
    • Fazendo anotações no caderno
    • Escrevendo resumo e fazendo exercícios durante a aula

Isso pode ajudar pois esclarece muitas coisas “óbvias” que usualmente deixamos passar e nem sequer questionamos.

Lembre-se: essa questão da nota é completamente subjetiva mesmo. Se o rendimento não está como se deseja, este tipo de técnicas é praticada com o acompanhamento de um profissional. E assim como está, existem inúmeras outras formas.

Claro que cada um tem uma forma de estudar que lhe é mais eficiente. Mas deixar para esclarecer as dúvidas dias antes da prova é algo que não ajuda ninguém.

Claro que cada um tem uma forma de estudar que lhe é mais eficiente. Mas deixar para esclarecer as dúvidas dias antes da prova é algo que não ajuda ninguém.

 

 

 

 

Fato é que não existe receita, por isso cada um deve descobrir o seu próprio caminho.

Desejo que encontre o seu e siga bem!

 

Um grande abraço e bom aprendizado 🙂

Rael Dill de Mello

 

 

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grupo ansiedade e vestibular

Pergunta – “…estou me sentindo ultrapassado, meu medo é não passar e ir ficando para trás… como resolvo?”

Um aluno pergunta:

“Olá, estou passando por um momento difícil, então fico ansioso para o vestibular. Tenho dificuldade de me concentrar e procrastino muito. Outra coisa que me incomoda é que estou me sentindo ultrapassado, meu medo é não passar e ir ficando para trás… como resolvo isso tudo? Muito Obrigado”

 

Primeiramente, muito grato por compartilhar sua preocupação.

 

Amigo, por “momento difícil” podemos entender várias coisas, dentre elas: se é algum problema pessoal ou se é a proximidade do vestibular por si que está deixando-o ansioso para o vestibular.

Se for alguma situação ou problema de ordem pessoal, peço que encaminhe uma nova pergunta para que exploremos isso melhor.

A principal característica dos pensamentos disfuncionais é que, até desenvolvermos treino suficiente, eles são automáticos e involuntários.

A principal característica dos pensamentos disfuncionais é que, até desenvolvermos treino suficiente, eles são automáticos e involuntários.

Já, se for o fato de que o vestibular está se aproximando e apareceu a sensação de que as coisas começam a desandar, acredito que as palavras a seguir irão ajudar.

É uma tendência natural, a medida que o desafio vai chegando, pensamentos disfuncionais (que só servem para atrapalhar) surgirem.

E me parece que tu relatou um dos piores, que mais amedrontam os alunos: que não vai passar, está ficando para trás, está sendo ultrapassado pelos concorrentes.

A primeira coisa a se pensar é: isso é verdade? Devemos encontrar indicadores objetivos para ver se o pensamento tem sentido ou não:

  • O número de aulas, exercícios resolvidos e tempo de estudo realmente diminuiu?
  • O desempenho nas provas e simulados apontam uma piora?
  • Aconteceu algo que desmotivou ou surgiu uma nova oportunidade na sua vida onde o vestibular já não é mais o objetivo principal deste ano?

 

Responder atentamente as perguntas acima pode esclarecer bastante a situação.

Se, em algumas delas, tu responder “sim”, ótimo: sabemos exatamente o que precisa, e a próxima pergunta é o que fazer para melhorar.

Se todas elas levarem respostas negativas, ótimo também: sabemos que seus pensamentos são puramente pessimistas, irreais e devem ser desconsiderados.

 

Claro que não é fácil, de uma hora para outra, pensar “ah, então está tudo bem” e magicamente os pensamentos negativos vão embora. Mas ter plena consciência de que eles não tem fundamento algum, pode tranquilizar na hora que eles surgirem. Treinar nossa mente para reagir frente a esses sentimentos é algo que precisa de prática: observo isso cotidianamente no meu trabalho.

Uma forma paliativa de você diminuir os prejuízos desses pensamentos seria deixar claro e óbvio de que eles não tem sentido. Como fazer isso? Sugiro algumas formas:

  • Quando estiver estudando e bater esses sentimentos infundados de que tu está ficando para trás e etc, pare o que está escreva o que faz sentido para você, por exemplo:
    • “Estou no caminho certo, fazendo o que posso para atingir meu objetivo”
    • “Não tenho como saber se os outros estão passando na minha frente, por isso pensar nisso não adianta em nada”
    • “Estou fazendo o melhor que posso agora, por isso devo me sentir bem”
  • Qualquer forma de tornar óbvia e explícita a inconsistência desses teus pensamentos disfuncionais te ajudará, por mais simples e supérfluo que isso possa parecer;
  • Se for preciso, converse com alguém (amigo, familiar) e peça para que a pessoa diga essas mensagens;
  • Enfim, encontre maneiras para que tu fique em contato (lendo, ouvindo) com tudo o que diz, claramente: esses pensamentos não ajudam, e tais pensamentos (o que tu acha que motivam) me fazem bem.
Se certas ideias e pensamentos não ajudam, podemos alimentar as que melhoram nossa condição.

Se certas ideias e pensamentos não ajudam, podemos alimentar as que melhoram nossa condição.

 

As respostas mais simples e atitudes pequenas podem fazer grande diferença.

Você trabalhou duro, não há razão para duvidar da sua capacidade!

 

Um grande abraço e energia pra ti,

Rael Dill de Mello

raelpsicologo@gmail.com

 

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grupo ansiedade e vestibular

 

Pergunta – “Sou caloura e não estou gostando nenhum pouco do meu curso…”

Uma leitora pergunta:

“Olá Rael, tudo bem?
Antes de escrever minha queixa/dúvida, quero agradecer sua atenção! Obrigada!
Agora vamos ao que interessa…
Sou caloura do curso de Gestão da Informação na UFPR e não estou gostando nenhum pouco do meu curso. Semestre passado eu sempre fazia as atividades solicitadas, agora no 2° semestre eu estou odiando o curso, ele tem muitas exatas e eu NUNCA gostei de exatas, sempre fui da área de humanas.
Esse ano pretendo prestar vestibular para o curso de Psicologia, pois sempre me disseram que eu levo jeito… ai eu te pergunto “Como é um psicólogo?”, por que você escolheu essa profissão?
Fez na UFPR? A pessoa que pretende cursar psicologia deve gostar de Filosofia? E falando em filosofia, como ela é cobrada ao longo do curso? E como devo estudar para prova específica de filosofia na 2° fase?

Peço desculpas por te encher de perguntas.
Muito obrigada pela atenção.

 

 

Olá,

primeiramente, eu que fico grato por tuas perguntas!

 

Vamos lá.

Eu decidi fazer psicologia por uma série de fatores. Não fiz na federal pois devido a incompatibilidade dos meus horários. Eu também estava descontente com meu atual curso (Ciências Sociais na UFPR), e procurava um curso que mantivesse o seu foco no comportamento humano de forma prática. Pesquise um pouco sobre o curso e confesso que tive influência pesada de um grande amigo meu, também psicólogo, Leandro Kühl.

Não poderia ter feito escolha melhor: estou completamente realizado com o que faço, amo meus atendimentos em consultório, palestras que ministro e trabalhos e os trabalhos com grupos que promovo. Os temas que mais me interessam são a ansiedade de prova e os estudos para aumentar o rendimento de aprendizagem.

Responder como é e o que faz um psicólogo seria grande pretensão. Além das práticas convencionais, como a tradicional psicoterapia e a atuação no âmbito escolar, organizacional e clínico, a psicologia está cada vez mais se capilarizando em diversas áreas: marketing, meio ambiente, vendas e nas áreas da tecnologia.

Psicologia: psykhé, "psique", "alma", "mente" e λόγος, lógos, "palavra", "razão" ou "estudo".

Psicologia: psykhé, “psique”, “alma”, “mente” e λόγος, lógos, “palavra”, “razão” ou “estudo”.

Estes links vão te esclarecer um pouco mais sobre as possibilidades que o psicólogo tem:

http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/saude/psicologia-688166.shtml

http://www.institutocrescer.com/2013/02/entenda-o-que-e-um-psicologo-e-como-ele.html

http://scienceblogs.com.br/socialmente/2012/10/voce-leva-jeito-para-psicologia/

 

Quanto ao curso da UFPR, eu não poderia te passar informações precisas, porém entre em contato com o pessoal do centro acadêmico de lá (no facebook: https://www.facebook.com/capufpr) e envie uma mensagem. Já falei com eles e estão aguardando o teu contato!

 

Todos alunos e professores que conheço da UFPR são super bacanas e penso que estarão muito dispostos a esclarecer tuas dúvidas.

 

Quanto as avaliações de filosofia da segunda fase, a forma de estudar que penso ser mais adequada é ler e refletir sobre as obras que serão cobradas (Aristóteles, Habermas e Thomas Kuhn – http://www.nc.ufpr.br/concursos_institucionais/ufpr/ps2015/filosofia.htm).

É realmente uma prova puxada, que exige bastante do aluno, pois são livros com conteúdos densos e recheados de conceitos bem complexos. É ler, ler, praticar a escrita, ler e ler.

 

Tudo bem?

Espero ter esclarecido!

 

Um grande abraço e boa sorte (talvez) futura colega de profissão!

Rael Dill de Mello

raelpsicologo@gmail.com

 

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