Palestra – Ansiedade no meio acadêmico

Palestra sobre Ansiedade no meio acadêmico, UTFPR.

O meio acadêmico, principalmente no ensino superior, apresenta taxas altíssimas de transtornos mentais. Os estudantes sofrem constantemente com a rotina desgastante de produtividade, a insegurança quanto ao futuro profissional e um mercado de trabalho cada vez mais imprevisível.

Mais do que desenvolver hábitos saudáveis de estudos para um rendimento acadêmico adequado é fundamental discutir sobre as variáveis ambientais e sociais que promovem, de maneira progressiva, o mal-estar na população discente e docente. Isto e muito mais foi discutido nesta palestra, no qual tive a honra de compartilhar a mesa com minha querida amiga e professora Maria Sara de Lima Dias.

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Entrevista – Programa Balão de Ideias, PUC-PR

Minha participação no programa Balão de Ideias, dos queridíssimos alunos de jornalismo da PUCPR!
 
Nesta oportunidade, conversamos um pouco sobre como avaliar o uso que as crianças fazem da tecnologia, computadores e tablets.
 
Espero que gostem.
 
Agradeço o convite e desejo muito sucesso para vocês!
 

Bancos de dados – encontrar artigos brasileiros de psicologia

Como encontrar artigos brasileiros em psicologia?

Olá pessoal!

Abaixo segue uma lista de bancos de dados dos principais periódicos de publicações brasileiras em psicologia. Quer algumas dicas de como encontrar artigos científicos em psicologia ou como fazer buscas nos bancos de dados? Clique aqui e veja como utilizar operadores de buscas e outras dicas!

E se tu está desenvolvendo uma pesquisa em psicologia, não esqueça de entrar em contato: raelpsicologo@gmail.com

LILACS – Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde

DESCRIÇÃO: Oferece acesso a base de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) que é uma base cooperativa do Sistema BIREME que compreende a literatura relativa às Ciências da Saúde, publicada nos países da região, a partir de 1982. Indexa artigos de cerca de 1.300 revistas, teses, capítulos de teses, livros, capítulos de livros, anais de congressos e conferências, relatórios técnico-científicos e publicações governamentais. Inclui referências com resumos e seu acesso é gratuito.

DESCRIÇÃO: Reúne uma coleção de revistas científicas em Psicologia e áreas afins. É fruto da parceria entre a Biblioteca Virtual em Saúde – Psicologia (BVS-Psi) e a Associação Brasileira de Editores Científicos de Psicologia – ABECiP. Tem como meta ampliar o acesso à produção científica em Psicologia e áreas afins através da publicação de periódicos em formato eletrônico e sua disponibilização gratuita na Internet. Para a estruturação desta coleção o PEPsic (Periódicos Eletrônicos em Psicologia) conta com a parceria do Centro Latino Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde – BIREME , que cedeu a metodologia – Scientific Electronic Library Online (SciELO) – modelo de publicação eletrônica de periódicos para países em desenvolvimento.

Link: http://www.psi.bvs.br/php/index.php

SciELO – Scientific Electronic Library Online

DESCRIÇÃO: Biblioteca eletrônica que fornece acesso a textos completos de uma coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros em diferentes áreas do conhecimento. É o resultado de um projeto de pesquisa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME) e apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Acesso aberto.

Link: http://www.scielo.org/php/index.php

PSICODOC

DESCRIÇÃO: Disponibiliza trabalhos publicados em revistas, congressos e livros editados na Espanha, Portugal e na América Latina desde 1975 até o presente. Acesso aberto para parte da base e restrito para a base completa.

Link: http://www.psicodoc.org/pt/home.htm

 

Procurou nestes bancos de dados e não encontrou o que queria? Procure no Portal de Periódicos da CAPES:

Portal de Periódicos da CAPES

DESCRIÇÃO: O Portal de Periódicos, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), é uma biblioteca virtual que reúne e disponibiliza a instituições de ensino e pesquisa no Brasil o melhor da produção científica internacional. Ele conta com um acervo de mais de 38 mil títulos com texto completo, 134 bases referenciais, 11 bases dedicadas exclusivamente a patentes, além de livros, enciclopédias e obras de referência, normas técnicas, estatísticas e conteúdo audiovisual.

Link: http://www.periodicos.capes.gov.br/

 

Um abraço e boas pesquisas!

Pergunta – “Será que eu estudo o suficiente?”

Oi pessoal!!

 

Hoje  responde uma pergunta enviada pelo formulário do site que é muuuito frequente. Tenho certeza que muitos irão se identificar:

Olá, eu não sei direito se isso é uma pergunta que você pode responder, mas eu decidi falar porque essa sensação ruim está aumentando a medida que o vestibular está chegando. Eu tenho a sensação de que eu nunca estudo o suficiente. Parece que eu estudo um monte mas, quando eu termino, é como se eu tivesse que fazer mais pois ainda não aprendi a matéria. Tem algum jeito de a gente ficar satisfeito com a quantidade que estudamos? Obrigada pela resposta. Eu acho muito legal o seu trabalho!”

Colega, obrigado pelo reconhecimento e pela pergunta!

Vocês podem conferir minha resposta aqui:

 

bnr palestra domingo 13h30

 

E aí, contribuiu para ti? Espero que sim!

Escreva sua pergunta aqui.

 

Um abraço e até a próxima!

Rael Mello

Palestra sobre Memória – Fundação Pró-Renal

A palestra foi sensacional! Curti muito compartilhar um pouco de conhecimento com uma platéia cheia, diversificada e muito interessada! Ela aconteceu no dia 19/07, na Livraria da Vila, em Curitiba.

Um processo cognitivo tão complexo e fundamental que, por vezes, sua importância acaba se diluindo no cotidiano. Por isso, penso que falar sobre memória é um ato de reverência ao grande mistério que é nossa mente.

Abaixo seguem algumas fotos do evento.

Agradeço todos os presentes, e especialmente a organização das minhas colegas e a oportunidade promovida pela Fundação Pró-Renal.

 

palestra pro renal 1

palestra pro renal 2

Analisando uma pesquisa sobre treino de memória de trabalho

palestra pro renal 3

Existem casos e casos para os nossos esquecimentos. E é fundamental percebermos o quanto ele traz prejuízos reais para nossa vida e, assim, buscarmos soluções.

palestra pro renal

Existem diversos tipos de memória.

palestra pro renal 4

Pergunta – “Gostaria de saber se é normal chegar nessa época do ano e as coisas começarem a desandar.”

Olá pessoal,

hoje responderei uma pergunta muito frequente na vida da maioria dos vestibulandos.

 

“Oi Rael, eu tenho uma pergunta. Gostaria de saber se é normal chegar nessa época do ano e as coisas começarem a desandar. Começo a ficar com meu emocional muito instável, muitas vezes penso que não vou conseguir passar, e parece que não estou estudando o suficiente.

Enfim, é normal as coisas começarem a ficar caóticas a quando o vestibular vai se aproximando? Parece que é só comigo, parece que todo mundo está indo muito bem e estudando melhor que eu.

Muito obrigada pela ajuda!”

 

Envie sua pergunta clicando aqui.

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Pergunta: “O que eu faço para melhorar meu rendimento nos estudos?”

“Quando estou estudando perco a atenção facilmente com qualquer coisa e acabo tendo que ler várias vezes para poder entender. O que eu faço para melhorar meu rendimento nos estudos?”

 

Olá!

Muito obrigado por sua pergunta.

 

Existem milhares de formas para se melhorar o rendimento nos estudos, e cada pessoa se adapta a uma forma. Esse é o primeiro passo para se ter um bom rendimento: saber como você funciona melhor. (Eu escrevi um texto sobre as constantes dispersões que costuma assaltar os estudos dos alunos, confira aqui)

A partir disso, um fator importantíssimo também, ou até mesmo fundamental, é a constância no rendimento. É normal, principalmente a medida que a prova se aproxima, que o rendimento comece a oscilar: seguia-se um ritmo de estudos, pensa-se que devemos duplicar ou triplicar esse ritmo (daí o rendimento aumenta), o esgotamento, cansaço e dispersão naturais aparecem (o rendimento cai), e assim um ciclo irregular se instaura.

ponta lapis

Botar no papel: ir além da reflexão sobre nossas atitudes e colocá-las no papel é uma forma muito eficiente de nos tornar consciente do que está indo bem ou não.

Sim, o ritmo tende a aumentar a medida que o vestibular vai ficando mais perto, a pegada ficar mais intensa, porém esse aumento deve ser adequado para o seu funcionamento. Daí retornamos para o começo da conversa: veja o que é melhor para você.

Um sugestão para isso: experimente dividir a forma do teu estudo, isso facilita identificar o que está indo bem ou não.

Por exemplo:

  • Leitura de livros
  • Leitura de revistas
  • Fazer exercícios da apostila
  • Fazer resumo das aulas
  • Assistir aulas

E etc.

 

Depois atribua uma nota (não se preocupe de ela completamente subjetiva) para cada item, respondendo a pergunta: de 1 a 10, como eu avalio o meu rendimento, o quanto eu aprendo, se o cansaço e o desgaste neste item está compensando?

Em seguida, volte sua atenção para os itens que receberam notas mais baixas e explore possibilidades de aumentar seu potencial.

Mais um exemplo:

  • Assistir aula: nota 5 (“Acho que não tenho um rendimento muito bom nas aulas”)
  • Formas que posso assistir as aulas:
    • Não fazendo anotações
    • Fazendo anotações na apostila
    • Fazendo anotações no caderno
    • Escrevendo resumo e fazendo exercícios durante a aula

Isso pode ajudar pois esclarece muitas coisas “óbvias” que usualmente deixamos passar e nem sequer questionamos.

Lembre-se: essa questão da nota é completamente subjetiva mesmo. Se o rendimento não está como se deseja, este tipo de técnicas é praticada com o acompanhamento de um profissional. E assim como está, existem inúmeras outras formas.

Claro que cada um tem uma forma de estudar que lhe é mais eficiente. Mas deixar para esclarecer as dúvidas dias antes da prova é algo que não ajuda ninguém.

Claro que cada um tem uma forma de estudar que lhe é mais eficiente. Mas deixar para esclarecer as dúvidas dias antes da prova é algo que não ajuda ninguém.

 

 

 

 

Fato é que não existe receita, por isso cada um deve descobrir o seu próprio caminho.

Desejo que encontre o seu e siga bem!

 

Um grande abraço e bom aprendizado 🙂

Rael Dill de Mello

 

 

Você também pode enviar sua pergunta anônima, basta clicar aqui.

grupo ansiedade e vestibular

Pergunta – “…estou me sentindo ultrapassado, meu medo é não passar e ir ficando para trás… como resolvo?”

Um aluno pergunta:

“Olá, estou passando por um momento difícil, então fico ansioso para o vestibular. Tenho dificuldade de me concentrar e procrastino muito. Outra coisa que me incomoda é que estou me sentindo ultrapassado, meu medo é não passar e ir ficando para trás… como resolvo isso tudo? Muito Obrigado”

 

Primeiramente, muito grato por compartilhar sua preocupação.

 

Amigo, por “momento difícil” podemos entender várias coisas, dentre elas: se é algum problema pessoal ou se é a proximidade do vestibular por si que está deixando-o ansioso para o vestibular.

Se for alguma situação ou problema de ordem pessoal, peço que encaminhe uma nova pergunta para que exploremos isso melhor.

A principal característica dos pensamentos disfuncionais é que, até desenvolvermos treino suficiente, eles são automáticos e involuntários.

A principal característica dos pensamentos disfuncionais é que, até desenvolvermos treino suficiente, eles são automáticos e involuntários.

Já, se for o fato de que o vestibular está se aproximando e apareceu a sensação de que as coisas começam a desandar, acredito que as palavras a seguir irão ajudar.

É uma tendência natural, a medida que o desafio vai chegando, pensamentos disfuncionais (que só servem para atrapalhar) surgirem.

E me parece que tu relatou um dos piores, que mais amedrontam os alunos: que não vai passar, está ficando para trás, está sendo ultrapassado pelos concorrentes.

A primeira coisa a se pensar é: isso é verdade? Devemos encontrar indicadores objetivos para ver se o pensamento tem sentido ou não:

  • O número de aulas, exercícios resolvidos e tempo de estudo realmente diminuiu?
  • O desempenho nas provas e simulados apontam uma piora?
  • Aconteceu algo que desmotivou ou surgiu uma nova oportunidade na sua vida onde o vestibular já não é mais o objetivo principal deste ano?

 

Responder atentamente as perguntas acima pode esclarecer bastante a situação.

Se, em algumas delas, tu responder “sim”, ótimo: sabemos exatamente o que precisa, e a próxima pergunta é o que fazer para melhorar.

Se todas elas levarem respostas negativas, ótimo também: sabemos que seus pensamentos são puramente pessimistas, irreais e devem ser desconsiderados.

 

Claro que não é fácil, de uma hora para outra, pensar “ah, então está tudo bem” e magicamente os pensamentos negativos vão embora. Mas ter plena consciência de que eles não tem fundamento algum, pode tranquilizar na hora que eles surgirem. Treinar nossa mente para reagir frente a esses sentimentos é algo que precisa de prática: observo isso cotidianamente no meu trabalho.

Uma forma paliativa de você diminuir os prejuízos desses pensamentos seria deixar claro e óbvio de que eles não tem sentido. Como fazer isso? Sugiro algumas formas:

  • Quando estiver estudando e bater esses sentimentos infundados de que tu está ficando para trás e etc, pare o que está escreva o que faz sentido para você, por exemplo:
    • “Estou no caminho certo, fazendo o que posso para atingir meu objetivo”
    • “Não tenho como saber se os outros estão passando na minha frente, por isso pensar nisso não adianta em nada”
    • “Estou fazendo o melhor que posso agora, por isso devo me sentir bem”
  • Qualquer forma de tornar óbvia e explícita a inconsistência desses teus pensamentos disfuncionais te ajudará, por mais simples e supérfluo que isso possa parecer;
  • Se for preciso, converse com alguém (amigo, familiar) e peça para que a pessoa diga essas mensagens;
  • Enfim, encontre maneiras para que tu fique em contato (lendo, ouvindo) com tudo o que diz, claramente: esses pensamentos não ajudam, e tais pensamentos (o que tu acha que motivam) me fazem bem.
Se certas ideias e pensamentos não ajudam, podemos alimentar as que melhoram nossa condição.

Se certas ideias e pensamentos não ajudam, podemos alimentar as que melhoram nossa condição.

 

As respostas mais simples e atitudes pequenas podem fazer grande diferença.

Você trabalhou duro, não há razão para duvidar da sua capacidade!

 

Um grande abraço e energia pra ti,

Rael Dill de Mello

raelpsicologo@gmail.com

 

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grupo ansiedade e vestibular